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Por:Jornal NC - Publicado em 08/05/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump se reuniram nesta quinta-feira (7) na Casa Branca, em Washington, para discutir temas ligados ao comércio, segurança e cooperação econômica entre Brasil e Estados Unidos. Após o encontro, Lula afirmou que os dois governos decidiram criar um grupo de trabalho para tentar resolver, em até 30 dias, o impasse envolvendo tarifas de exportação e a investigação comercial aberta pelos norte-americanos contra o Brasil. Segundo o presidente brasileiro, ministros dos dois países irão negociar uma proposta conjunta para ser apresentada aos líderes, buscando evitar o agravamento das tensões comerciais. A investigação dos Estados Unidos foi aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, instrumento usado para apurar supostas práticas desleais. Entre as críticas feitas ao Brasil estão questões relacionadas ao Pix, tarifas sobre etanol, desmatamento ilegal e proteção de propriedade intelectual.
O governo brasileiro, porém, rejeita as acusações e considera a medida incompatível com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Lula destacou que o tema do Pix não foi discutido diretamente na conversa com Trump e afirmou que o Brasil está disposto a negociar qualquer assunto, desde que sejam respeitadas a soberania nacional e a democracia brasileira. A reunião entre os presidentes durou mais de três horas e incluiu um almoço oficial na Casa Branca. Em publicação nas redes sociais, Trump classificou o encontro como “muito produtivo” e afirmou que representantes dos dois países seguirão realizando reuniões nos próximos meses para avançar em temas estratégicos.
Lula disse ter deixado Washington otimista e ressaltou que o Brasil pretende ampliar o diálogo internacional em áreas como comércio, combate ao crime organizado, geopolítica e exploração de minerais críticos, considerados fundamentais para a indústria de alta tecnologia. Outro ponto importante do encontro foi a cooperação no combate ao crime organizado transnacional. Lula anunciou que o governo brasileiro lançará na próxima semana um novo plano de combate às facções criminosas e afirmou que Brasil e Estados Unidos trabalharão juntos para enfraquecer financeiramente organizações ligadas ao tráfico de drogas, armas e contrabando.
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Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, equipes da Receita Federal brasileira e autoridades norte-americanas devem realizar operações conjuntas para monitorar rotas ilegais e bloquear o envio de armas e drogas sintéticas. Apesar disso, Lula disse que não houve discussão específica sobre facções brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho. Durante a coletiva, Lula também destacou o interesse internacional nas reservas brasileiras de terras raras e minerais estratégicos, essenciais para a fabricação de componentes eletrônicos e tecnologias avançadas.
O presidente informou a Trump sobre a aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que busca ampliar a exploração desses recursos com maior participação da indústria nacional. Lula afirmou que o Brasil pretende construir parcerias internacionais, mas sem repetir o modelo histórico de apenas exportar matérias-primas. Além disso, o presidente revelou ter entregue ao governo norte-americano uma lista de autoridades brasileiras e familiares que ainda enfrentam restrições de vistos impostas após o julgamento da tentativa de golpe de Estado no Brasil.
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