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Por:Jornal NC - Publicado em 02/09/2016
A Autoliv – fornecedor automotivo sueco-americano – recebeu uma proposta da GM no final dos anos 90. O objetivo era que a empresa, tradicional sistemistas da montadora de Detroit, desenvolvesse um airbag barato, como o apresentado então pela japonesa Takata.
Após analisar o dispositivo da empresa nipônica, a Autoliv disse que não tinha como executar o projeto – sob o risco de cancelamento de contrato com a GM, caso não fosse realizado – pois um componente usado pela Takata era bastante volátil, o material do insuflador da bolsa.
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Com custo 30% menor, a economia seria de “alguns dólares por módulo de airbag”, de acordo com ex-funcionários da Autoliv. Assim, a GM não pensou duas vezes e comprou os airbags da Takata. Hoje, 20 anos depois, o nitrato de amônio usado no dispositivo é o responsável por 14 mortes e mais de 100 feridos, gerando o maior recall de segurança da história.
A expansão do gás era tão rápida que explodia o insuflador, gerando estilhaços mortais. Tentativas para regulamentar o setor foram feitas, mas no geral acabaram não dando o resultado esperado. Mesmo assim, com o culpado sendo apontado por autoridades e a imprensa, a Takata continua produzindo e vendendo seus airbags com o nitrato de amônio para sete montadoras e o disponibilizando no processo de recall dos carros afetados pelo dispositivo perigoso.
A Takata diz que tomou medidas para aumentar a proteção contra o componente químico, que em contato com humidade ou variação de temperatura, é altamente volátil. Para a GM, a economia de alguns dólares por airbag resultou em um recall de mais de 100 milhões de airbags, tanto dela quanto de outras 16 marcas nos EUA. Curta nossa Fanpage no Facebook
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