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Por:Jornal NC - Publicado em 17/11/2021
Nos últimos meses, tempestades de terra, poeira e areia foram registradas em ao menos quatro Estados do país. Várias cidades de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão foram açoitadas por este fenômeno conhecido como haboob, palavra árabe que significa em tradução livre “destruidor que se arrasta”. As chuvas voltaram, e as tempestades refluíram. mas deixaram cicatrizes profundas.
Ao menos quatro mortes em São Paulo foram atribuídas às ondas que escureceram o céu nas áreas atingidas: sem visibilidade, três pessoas morreram queimadas ao tentar combater um incêndio em Santo Antônio do Arancaguá, e uma faleceu após os ventos fortes derrubarem um muro em Tupã. Estas tempestades, comuns em zonas secas e do semiárido brasileiro, têm relação com a devastação ambiental em curso no país, e também contam com a ajuda de outro fenômeno nocivo, segundo especialistas: a desertificação do solo.
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A desertificação é um processo que facilita com que as tempestades e seus fortes ventos arrastem areia e poeira. Ela ocorre quando a camada natural de proteção do solo, formada por matéria orgânica, florestas e mata, é retirada, deixando a terra exposta. “Sem esta camada o solo fica muito ressecado, perde capacidade de absorver água, fica quebradiço e poeirento. Isso destrói o seu equilíbrio e consequentemente piora nossa qualidade de vida”, explica Tatiana Tucunduva P. Cortese, pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados da USP e docente do Mestrado em Cidades Inteligentes e Sustentáveis da Uninove. Mas o que provoca esse desequilíbrio no solo?
“A desertificação ocorre pelo uso inadequado do solo, da água e da vegetação. É fruto muitas vezes de uma ação predatória do homem sobre os ecossistemas”. Um dos fatores responsáveis pelo fenômeno é o uso intensivo da terra para atividades agrícolas o que ocorre na região Oeste de São Paulo, uma das principais atingidas pelas tempestades de areia e castigada pela seca. “Estas atividades revolvem muito o solo. Essa prática somada ao uso de fertilizantes, pesticidas, reduz a quantidade de matéria orgânica.
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