Publicidade

Pioneira no debate, USP é última das grandes universidades a adotar cota racial

A USP decidiu implantar, a partir de 2018, um sistema similar ao estipulado pela Lei de Cotas Para o Ensino Superior, que já está em vigor nas universidades federais desde 2013





Pioneira no debate, USP é última das grandes universidades a adotar cota racial

Por:Jornal NC - Publicado em 10/08/2017

Apesar de ter sido o berço do debate sobre a implantação de cotas raciais no Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) foi a última das grandes universidades públicas do país a aderir à reserva de vagas a pretos, pardos e indígenas (PPI). Quinze anos depois de o estado do Rio de Janeiro adotar as cotas raciais em suas universidades estaduais, a USP decidiu implantar, a partir de 2018, um sistema similar ao estipulado pela Lei de Cotas Para o Ensino Superior, que já está em vigor nas universidades federais desde 2013.

A elitização da instituição, assim como a pouca participação de alunos, funcionários e de parte do corpo docente nas grandes decisões da universidade é apontada pela professora do departamento de sociologia da USP Márcia Lima como razão para a demora na adoção da reserva de vagas para o grupo PPI. “A USP resistiu porque sempre foi altamente elitizada e nada democrática nas suas esferas decisórias. O Conselho Universitário [instância máxima da universidade] é composto por 115 pessoas, com baixa representação discente, dos funcionários e dos professores doutores”, avalia.

Veja Também: Programa Nacional do Livro Didático renovará seu ciclo

O Conselho Universitário da USP aprovou no início de julho que, a partir do próximo ano, serão reservadas 37% das vagas de cada unidade de ensino e pesquisa para alunos egressos de escolas públicas; em 2019, a porcentagem deverá ser de 40% de vagas reservadas em cada curso de graduação; para 2020, a reserva das vagas deverá ser de 45% em cada curso e turno de aulas; e no ingresso de 2021 e anos subsequentes, o índice passará a 50% por curso e turno.
Dentro do percentual de vagas reservadas para os estudantes oriundos de escolas públicas é que incidirá o percentual de 37% de cotas para estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI).

Este índice equivale à proporção desses grupos no estado de São Paulo, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A decisão do Conselho Universitário da USP ocorreu dias depois de a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovar a implementação das cotas étnico-raciais para ingresso em seus cursos de graduação a partir de 2019. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) já adota a reserva de vagas raciais desde 2015.

Curta nossa Fanpage no Facebook

Seu Portal de últimas notícias das cidades de Barueri, Santana de Parnaíba, Carapicuíba, Osasco, São Paulo e região de Alphaville e Granja Viana.

Publicidade

Mais Notícias


  • Política, Política
  • Setembro Laranja reforça ações de segurança do paciente na rede municipal de Barueri
  • Publicado em 24/09/2026

  • Internacional, Internacional
  • Trump rejeita limites à inteligência artificial e critica governança global
  • Presidente dos Estados Unidos defendeu avanço da tecnologia e afirmou que o país pretende manter liderança no setor

  • Publicado em 24/09/2026

  • Especiais, Especiais
  • Casos de violência política de gênero crescem 11 vezes em 4 anos
  • TSE lança campanha para combater violência política contra mulheres

  • Publicado em 24/09/2026

  • Cidades, Cidades
  • Marcha para Jesus: fique atento para a interdição do trânsito neste sábado, dia 19
  • A concentração será a partir das 14h, em frente à Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD), no Jardim Belval, com saída prevista para as 16h

  • Publicado em 17/09/2026


Publicidade

Contato




Telefone
(11) 9 8476-9654

Endereço
Edifício Beta Trade
Rua Caldas Novas, 50, Sala 175,
Bethaville I - SP, CEP 06404-301.



©2014 2019 - Jornal NC. Todos os direitos reservados