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Por:Jornal NC - Publicado em 05/08/2016
Estima-se que existam hoje no mundo 21 milhões de pessoas vivendo em regime de trabalho forçado.
Elas têm diferentes origens e diferentes histórias, mas dividem um traço em comum: a situação de vulnerabilidade nas quais viviam e das quais quiseram fugir. Ludibriadas pela promessa de uma vida melhor, acabam presas em redes internacionais de tráfico, forçadas a trabalhar das mais variadas formas. Como escravas sexuais, inclusive.
Esse retrato sombrio, alertou a organização não governamental Human Rights Watch (HRW) em um relatório recente, é a realidade de centenas de mulheres sírias vivendo hoje no Líbano. De acordo com uma investigação da entidade, batidas policiais em prostíbulos libaneses têm revelado cada vez mais casos de refugiadas em situação de exploração sexual.
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Em uma delas, realizada em março, 75 mulheres sírias foram encontradas sendo mantidas contra a vontade em dois estabelecimentos dessa sorte e ao menos 12 pessoas foram presas por tráfico sexual, um crime grave no país. Segundo o jornal britânico The Guardian, a rede descoberta naquela ocasião é a maior já vista no Líbano.
Eles prometeram trabalho e casamento no Líbano, mas no momento em que chegaram ao país, foram aprisionadas em um bordel chamado Chez Maurice, tiveram seus celulares e passaportes retirados. Foram espancadas, estupradas e nunca receberam sequer um centavo.
Guerra na Síria
Palco de uma intensa guerra civil entre rebeldes e tropas do governo de Bashar Al Assad, a Síria parece estar se desintegrando enquanto militantes do Estado Islâmico (EI) aproveitam o vácuo de poder para ampliar o controle no país.
A violência tem impactado com força a população síria, que batia a marca de 20 milhões antes do início da guerra em 2011. Estima-se que esse conflito tenha gerado ao menos 4,8 milhões de refugiados e 6,6 milhões de deslocados. O número de mortes é próximo de 500 mil.
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