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Derramamento de óleo na costa do Nordeste completa dois anos sem desfecho

O desastre ambiental causado pelo óleo que chegou ao litoral do Nordeste completa dois anos sem que haja uma previsão de desfecho





Derramamento de óleo na costa do Nordeste completa dois anos sem desfecho

Por:Jornal NC - Publicado em 02/09/2021

O desastre ambiental causado pelo óleo que chegou ao litoral do Nordeste completa dois anos sem que haja uma previsão de desfecho. O material reapareceu no litoral sul da Bahia. Manchas também surgiram este mês em Fernando de Noronha, mas ainda sem comprovação de que é a mesma substância.

O óleo chegou pela primeira vez no dia 30 de agosto de 2019 em praias nos municípios de Pitimbu e Conde, no litoral Paraíba. Dali em diante, o óleo foi se alastrando, e somente até março de 2020 o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) contabilizou 1.009 localidades afetadas em 130 municípios do Maranhão ao litoral norte do Rio de Janeiro.

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“Quando se tem um acidente como esse, existem dois tipos de efeitos: os agudos, registrados horas após a chegada do óleo; e os crônicos, que duram anos. A gente calculou em torno de 10 anos para ver uma recuperação completa”, afirma Francisco Kelmo, Diretor do Instituto de Biologia da UFBA (Universidade Federal da Bahia). Após dois anos, pesquisas já apontam danos de longo prazo gerados pelo acidente ambiental de proporções inéditas no mundo e que até hoje não tem origem ou causa descobertas. Um inquérito sobre o caso continua aberto na Polícia Federal.

”Ainda não se sabe quem foram os responsáveis pelo derramamento, tampouco quando e onde ele ocorreu. Também não se sabe quanto de óleo foi derramado —estima-se algo entre 5 e 12,5 milhões de litros de óleo”, conta o professor Rafael André Lourenço, do Instituto Oceanográfico da USP (Universidade de São Paulo), autor de um estudo no começo de 2020 que provou que as manchas no Nordeste eram frações do mesmo óleo. Lourenço destaca ainda que problemas prejudicaram as pesquisas de avançarem nesses dois anos. “Em parte esse desconhecimento se deve pela morosidade no fomento à pesquisa para estudar o ocorrido; e em parte pela pandemia, que causou restrições de viagens.” diz.

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