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Por:Jornal NC - Publicado em 14/09/2017
Homenagem realizada no dia 12 de Setembro ao mineiro Darcy Ribeiro na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) reuniu estudiosos e amigos do antropólogo e escritor, que viveu entre 1922 e 1997. O intelectual é visto como revolucionário nas áreas em que atuou, entre elas antropologia, educação e causa indígena e neste ano são lembrados os 20 anos de sua morte.
A cineasta Isa Grinspum Ferroz, que produziu os documentários O Povo Brasileiro, O Valor do Amanhã e Intérpretes do Brasil, lembra que trabalhou com Darcy por mais de uma década. “Ele era brilhante, inquieto, engraçado, provocativo. Foi revolucionário nas várias áreas em que atuou, apesar de ter sido “assassinado” várias vezes em vida. Pela ditadura, pela academia, pelo status quo”, disse.
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Isa teve a oportunidade de ler originais de O Povo Brasileiro, antes do lançamento. “Fiquei encantada”, lembra. Na série de documentários Intérpretes do Brasil, a cineasta retrata como nasceu a obra, com gravações na cidade de Maricá, Rio de Janeiro, onde vivia o antropólogo. “Ele estava doente, mas eu falei que era para as escolas. Então, ele fez um esforço enorme. Levei a câmera a Maricá e filmei por quatro dias. Um processo muito sofrido, ele estava já muito doente”, disse.
Darcy, lembra ela, entregou diretrizes e metas mínimas que superavam muito os recursos máximos estipulados por Celso. Num país com 40% de analfabetos adultos, Darcy almejava erradicar o analfabetismo em três anos e multiplicar por cinco o número de universitários num prazo de dois anos, além de criar o ensino em tempo integral e a dedicação exclusiva para docente universitário. Darcy morreu de câncer, aos 74 anos, no dia 17 de fevereiro de 1997.
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