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Por:Jornal NC - Publicado em 04/11/2021
O presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento para a Polícia Federal em Brasília, no âmbito do inquérito que apura se ele interferiu indevidamente no órgão. O presidente negou qualquer ingerência na PF, mas confirmou que em meados de 2019 solicitou ao ex-ministro Sérgio Moro a troca do então diretor Geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, “em razão da falta de interlocução que havia entre o presidente da República e o diretor da Polícia Federal”. Segundo Bolsonaro, não havia qualquer insatisfação ou falta de confiança com o trabalho realizado por Valeixo, apenas “uma falta de interlocução”.
Bolsonaro confirmou também que sugeriu a Moro a nomeação de Alexandre Ramagem para o cargo. Segundo o presidente, a escolha seria “em razão da sua competência e confiança construída ao longo do trabalho de segurança pessoal do declarante durante a campanha eleitoral de 2018”. À PF Bolsonaro disse que Moro concordou com indicação de Ramagem “desde que ocorresse após a indicação do ex-ministro da Justiça à vaga no Supremo Tribunal Federal”. Bolsonaro disse ainda que nunca teve como intenção, com a alteração da direção-geral da PF, obter informações privilegiadas de investigações sigilosas ou de interferir no trabalho de Polícia Judiciária ou obtenção diretamente de relatórios produzidos pela Polícia Federal.
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Questionado pelo delegado Leopoldo Soares Lacerda o que quis dizer quando afirmou que tinha uma “PF que não me dá informações”, durante a reunião ministerial que Moro usou para acusá-lo de interferência, Bolsonaro declarou que “quis dizer que não obtinha informações de forma ágil e eficiente dos órgãos do Poder Executivo, assim como da própria Polícia Federal e que quando disse “informações” se referia a relatórios de inteligência sobre fatos que necessitava para a tomada de decisões e nunca informações sigilosas sobre investigações. Bolsonaro disse ainda que não possuía acesso ao Sistema Brasileiro de Inteligência coordenado pela ABIN e que “muitas informações relevantes para a sua gestão chegavam primeiro através da imprensa, quando deveriam chegar ao seu conhecimento por meio do Serviço de Inteligência”.
Insatisfação com apuração do atentado
Bolsonaro foi indagado também se a troca no comando da PF também estaria sendo motivada por uma eventual falta de empenho da PF nas investigações sobre o atentado a faca que o presidente sofreu durante a campanha de 2018. O presidente disse que cobrou de Moro uma investigação mais célere e objetiva sobre o atentado que sofreu e que não observou nenhum empenho do ex-ministro em solucionar o assunto. Segundo Bolsonaro, ele participou de uma apresentação do delegado responsável pela investigação do atentado com a presença do ex-ministro Moro, mas que não fez nenhum tipo de pedido na direção da investigação.
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